sábado, 12 de agosto de 2017

Energia solar fotovoltaica é o novo



Mais de 70% dos brasileiros têm interesse em gerar energia solar
Publicado em 16-02-2017 Modificado em 16-02-2017 em 16:10 




O Hydrelio, tecnologia flutuante para gerar energia solar da empresa francesa com filial no Brasil, Ciel & Terre.Ciel & Terre Brasil/Divulgação


Os frequentes aumentos no preço da energia elétrica, nos últimos dois anos, levaram os brasileiros a se interessar por outros tipos de energia, especialmente a solar. O setor registrou um crescimento de 300% em 2016 em relação a 2015 e continua a toda potência no início deste ano.

Uma recente pesquisa encomendada pela Ong Greenpeace ao Datafolha mostrou que 80% dos brasileiros estão conscientes de que podem gerar sua própria energia solar e 72% estaria disposto a fazê-lo. "É claro que o fato de ser uma energia renovável é importante, mas o que mais motiva os consumidores é a possibilidade de economizar. Em 2015, a média nacional de aumento da conta de luz foi 50%, em 2016 foi 30%, e isso pesa muito no bolso dos brasileiros", avalia a coordenadora da campanha de Energias Renováveis do Greenpeace, Bárbara Rubim.

Mas segundo ela, dois detalhes poderiam acelerar a micro e minigeração de energia no Brasil: mais informações aos consumidores e um esforço maior da parte do governo para financiar projetos de energia solar. Bárbara Rubim ressalta que, entre as possibilidades de gerar sua prória energia em casa, a solar é a mais barata, embora o investimento inicial seja alto. "Calculamos um investimento de R$ 15 mil para uma residência de quatro pessoas, mas, considerando as economias, esse valor seria reembolsado em uma média de sete anos", salienta.

A coordenadora da campanha de Energias Renováveis do Greenpeace enfatiza que o investimento é inicialmente alto, mas poderia ser aliviado caso o governo pemitisse, por exemplo, que o consumidor utilizasse seu FGTS para comprar a tecnologia. "Se os brasileiros pudessem ter acesso a esse mecanismo, gerar sua energia seria uma realidade para uma parcela muito maior da população", reitera.

Quem já gera energia solar no Brasil?
De acordo com Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), no Brasil, a geração de energia solar pode ser dividida em dois grandes segmentos de mercado: a centralizada - que são as usinas de grande porte que produzem energia e a distribuem aos consumidores -, e a distribuída, que são sistemas instalados nos telhados de residências, comércios, indústrias e prédios públicos. "Hoje, a maioria dos usuários desses sistemas, 79%, são pessoas em suas próprias casas gerando energia solar fotovoltaica para reduzir seus gastos de energia elétrica e contribuir com o meio ambiente", diz.

Sauaia indica que cerca de 15% dos projetos para geração de energia solar no Brasil são realizados por prédios comerciais, como farmácias, supermercados, postos de gasolina, além de empresas que trabalham com prestação de serviços, como escritórios de engenharia, arquitetura, advocacia, clínicas médicas. "Isso acontece porque, no país, gerar energia através de sistemas fotovoltaicos já é mais barato do que comprar essa energia de terceiros. Faz muito sentido as pessoas fazerem o uso dessa tecnologia."

Além das vantagens do baixo custo e de ser uma energia limpa, o Greenpeace ressalta que imóveis que utilizam hoje a energia solar também têm uma maior valorização no mercado imobiliário.

Expansão do setor estimulam a criação de novas tecnologias
De olho na expansão deste setor, as empresas vêm diversificando e apresentando novas tecnologias. É o caso da francesa Ciel & Terre, que o oferece um novo sistema, de geração de energia solar sobre a água. A empresa criou o Hydrelio, um produto único no mercado mundial para usinas flutuantes de geração solar. "Nosso trabalho tem muito a ver com a matriz energética brasileira, onde a geração hidrelétrica é muito importante, devido às condições naturais do próprio país, que tem uma imensa quantidade de rios de água doce", ressalta o sócio-diretor da Ciel & Terre no Brasil, Orestes Gonçalves.

Aproveitando as características naturais do Brasil, a geração de energia também pode ser híbrida, salienta o empresário. "Com a quantidade de rios e forte incidência solar, o país tem um potencial enorme e pode elevar a sua potência de geração de energia fazendo duas fontes operar ao mesmo tempo em uma única infraestrutura", observa.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Atenção Parauapebas, sancionado o aumento dos royalties



Em teleconferência, presidente da Vale não esconde insatisfação com anúncio do governo
Na terça-feira, governo anunciou o novo código do setor de mineração, incluindo aumento na alíquota dos royalties






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SÃO PAULO - Em teleconferência para comentar o balanço do segundo trimestre de 2017, o presidente da Vale (VALE3;VALE5), Fabio , não escondeu a insatisfação com o novo código de mineração anunciado pelo governo nesta semana. 

Schvartsman afirmou que a mineradora "ficou bem incomodada com a elevação de impostos". Porém, segundo ele, a situação é até pior do que uma simples alta dos tributos, ao enxergar a possibilidade de insegurança jurídica na medida. Isso porque houve a mudança da base de cálculo, com a tributação não apenas do minério, mas também do frete e das pelotas. 

https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003220;ord=1501189522071https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003219;ord=1501189528436
Para o executivo, a insegurança jurídica criada não ajuda em nada a Vale "no que tange à operação competitiva em termos internacionais". 

As primeiras avaliações sobre a reforma do Código da Mineração, proposta pelo governo, foram antagônicas. Se um por lado, o texto fixa uma série de regras, há tempos esperadas, que podem dar mais previsibilidade para as empresas do setor que estavam numa espécie de limbo regulatório; por outro, altera a base de cálculo e as alíquotas da cobrança de royalties - a parcela do resultado que deve ser repassada ao Estado pelo direito de exploração das minas. Segundo especialistas, as empresas já estimam que terão de rever receitas e lucros - para baixo - por causa do aumento de tributos.

Estão previstas elevações de alíquotas para a extração de metais e de pedras preciosas, como ouro (1% para 2%) e diamante (2% para 3%), bem como para as chamadas "terras raras", minerais essenciais para componentes de alta tecnologia, como o nióbio (2% para 3%), usado em ligas especiais dos motores de foguetes e de aparelhos de ressonância magnética.

A alteração que mais incomodou foi a mudança na forma de cobrança do minério de ferro, base para a produção de aço. Deixaria de ser 2% sobre o faturamento líquido e passaria a ser cobrada de maneira escalonada até um teto de 4%, considerando a flutuação do preço no mercado internacional. Até US$ 60 por tonelada, a alíquota continuará em 2%; entre US$ 60 e US$ 70, passará a 2,5%; de US$ 70 a US$ 80 irá a 3%; na faixa de US$ 80 a US$ 100 ficará em 3,5%. Já acima dos US$ 100 por tonelada, o imposto será de 4%.

Algumas alíquotas foram mantidas, como a da bauxita (3%), componente do alumínio. Foram reduzidas as alíquotas de minerais da construção civil (2% para 1,5%), como areia, cimento, argila, que também entram na composição de porcelanatos, como louças, pisos e azulejos. No entanto, como a proposta altera não apenas as alíquotas, mas muda também a base cálculo, a perspectiva é que haja aumento generalizado da carga tributária.
(Com Agência Estado)
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terça-feira, 4 de julho de 2017

Parauapebas movimenta para se libertar da mineração



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O POLO GANHA NOVA VIDA















Exclusivamente minha opinião sobre a Madeira Sustentável e Coopmasp
A ação da Coopmasp via Sergel e Darci, este o primeiro político a acreditar no projeto dos serradores e investir firme, comprou e doou os terrenos do polo hoje, entregou títulos; nos permite comemorar com os moveleiros, após anos e anos de sofrimento e renuncia a este momento especial: madeira.

Trabalhamos com a cooperativa quase que desde sua fundação e temos uma forte parceria. Sonhos foram idealizados, destinos traçados desde quando se compreendeu que a madeira da supressão da floresta teria outra utilidade na terra da floresta. Agora esta chegando aos pátios e vai mudar radicalmente o modo de produzir móveis na região.

Temos ainda o projeto de transformar Parauapebas no Polo Nacional da Produção de Móveis com a madeira sustentável e acreditamos na VALE como parceira desse projeto. É a ocupação de milhares de pessoas com o que se estava perdendo.

 
E temos muito mais, largado na floresta que pode e vai se transformar em riqueza, esperança, grandeza e, para alguns, ato meramente político. Esse momento foi resultado de muito, mas muito mesmo trabalho. Sergel que o diga.  E todos aqueles que ajudaram, que compreenderam os apelos do Sergel e buscaram diálogo, transformação de leis, vasculharam todas as possibilidades para aqui chegar a este momento. Só agradecimentos.

Os outros moveleiros, agora vendo para acreditar precisam fazer sua parte no processo, buscar design, agregar valor, desvendar custos, buscar financiamentos, fazer preços, buscar legalidade. 

Queremos agora o Móvel Sustentável da Amazônia, transformar institucionalmente a forma de produção local. Temos tecnologia e capacidades, quem viu a exposição do shopping sabe. Quem faz essas maravilhas sabem.


O projeto para ampliar mercado e melhorar as relações de grupo, convivência, produção e escala foi apresentado ainda no governo anterior.

Sergel está de parabéns como presidente que acredita, que sempre buscou o novo e com sua ação rápida e eficaz, sabe buscar e manter parcerias, soube levar o projeto e agregar pessoas e entidades, a VALE se disponibilizou com todos. A liderança tenaz faz a diferença. A visão além do alcance, o voo alto e solidário, buscando para todos novas possibilidades, até para aqueles que não acreditam.

Darci esta de parabéns por ter assumido essa luta de forma decisiva. Acho que todos os atores aprenderam algo. Seu governo é o da oportunidade e no qual acreditamos. As massas assustadas com o desemprego tem soluções, as consultorias locais tem ideias, conhecimento. Essa ação de ouvir e acreditar é crucial nesse momento de virada para Parauapebas. Há muito a ser feito.

A VALE está de parabéns por se dispor a participar, a estar presente nas lutas e  outras saídas econômicas da cidade.


Darci pode fazer mais. Nossos projetos foram estruturados para gerar cinquenta e quatro mil empregos em quatro anos. Darci precisa ouvir esses projetos, acreditar e implantar. Tem uma lei de compra local que precisa ser discutida e melhorada, seria seu compromisso final com a transformação de Parauapebas, sua guinada definitiva para sair da prisão da mineração. Estamos criando novos valores. Somos local e temos profundo conhecimento das reais capacidades locais. Precisamos ser ouvidos. Somos EXCLUSIVA. Somos ON DEMAND.