quarta-feira, 20 de abril de 2016

Poderia ser aqui, Parauapebas




Por Marcelo Villela, abril 20th, 2016, 0:44




Pequenos empreendedores da região de Sobradinho (DF) estão se organizando para aumentar a competitividade e ganhar novos mercados na região. Com apoio da Votorantim Cimentos e do SEBRAE no DF, eles participam do projeto Encadeamento Produtivo, que desenvolve e aprimora, por meio de cursos e consultorias, a competência nos pequenos negócios. O projeto teve início no final de 2015 e será concluído em julho de 2017.


Para Jefferson Silva de Faria, de 43 anos, proprietário da Dmaters Indústria e Comércio de Produtos Metalúrgicos, o conhecimento é o caminho para voltar a crescer, mesmo em tempos de crise. Sua microempresa, que já teve 18 funcionários (hoje tem apenas dois), recebeu diagnóstico de consultores do SEBRAE no DF, quando foi estabelecido um plano de ação. O empresário já participou de uma oficina de finanças e ainda tem pela frente cursos de marketing, compras e gestão de pessoas.

“Cresci de maneira desordenada. Achava que sabia tudo, mas estava enganado. Se eu tivesse, em 2003, quando abri a empresa, o conhecimento que tenho hoje, estaria muito melhor”, afirmou Jefferson. Dentre os novos aprendizados, destaca que já sabe avaliar custos, gastos e margem de lucro. “Agora vejo possibilidade de crescer, com sustentabilidade. A crise vai passar, a economia voltará a andar e estarei pronto para sair na frente.”

A Dmaters presta serviços para a Votorantim Cimentos em Sobradinho. Durante mais de uma década, a unidade em Sobradinho foi o principal cliente da microempresa. Hoje, Jefferson tenta diversificar a carteira. “Uma das coisas que a gente aprende no curso é que não pode trabalhar com um único cliente, mesmo que ele seja gigantesco, como a Votorantim Cimentos. Tenho que ter de 40% a 60% de outras empresas no portfólio.”

Sócia diretora da Paisagem Nativa, Léa Vaz Cardoso, 36, também está profissionalizando a empresa com apoio do projeto Encadeamento Produtivo. Ela tem o mesmo desafio de Jefferson: aumentar a carteira de clientes. “É difícil fazer um planejamento sozinha. Por isso, é tão importante o apoio de profissionais bem preparados. Faz a gente refletir sobre o negócio, ver onde está a fragilidade, onde estão os pontos que preciso melhorar. Tenho certeza que, quando os cursos terminarem, vamos melhorar e muito a nossa prestação de serviços e a competitividade.”

A Paisagem Nativa tem sede em Planaltina (região administrativa vizinha a Sobradinho) e presta serviços de jardinagem, limpeza de terrenos e recuperação de áreas degradadas.

Projeto
O Encadeamento Produtivo é fruto de parceria da Votorantim Cimentos com o SEBRAE, no DF. Participam 24 empresas fornecedoras ou possíveis fornecedores da fábrica. “O projeto trabalha com relacionamento cooperativo, mutuamente atrativo, entre a âncora e as microempresas e empresas de pequeno porte da cadeia de valor do Grupo Votorantim. O projeto visa desenvolver a capacidade de gestão das empresas, impulsionando maior competitividade, inovação e o pleno atendimento aos requisitos da cadeia”, explica a gestora do projeto pelo Sebrae no DF, Cristiane Galvão.

O supervisor administrativo da Votorantim Cimentos de Sobradinho, Fábio Leal da Silva, diz que, ao capacitar os pequenos empreendedores, a unidade consegue melhorar a prestação de serviços, com preços e atendimento mais adequados. “A parceria agrega bastante valor para o nosso negócio e região. Quanto mais competitivas as empresas que nos atendem, melhores serão os serviços prestados. A Votorantim Cimentos e a região como um todo é beneficiada pelo sucesso desses pequenos empresários.”

Sobre a Votorantim Cimentos
Presente no negócio de materiais de construção (cimento, concreto, agregados e argamassas) desde 1933, a Votorantim Cimentos é uma das maiores empresas globais do setor, com capacidade produtiva de cimento de 54.5 milhões de toneladas/ano e receita de R$ 12.9 bilhões em 2014. A Votorantim Cimentos possui unidades estrategicamente localizadas próximas aos mais importantes mercados consumidores em crescimento e está presente em 13 países, além do Brasil: Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, China, Espanha, Estados Unidos, Índia, Marrocos, Peru, Tunísia, Turquia e Uruguai.
Fonte: Assessoria

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Tomara



Investidores planejam ferrovia e porto de R$ 16 bi no Pará

PAULO: Daqui a quantos anos? Afeta nossa região? Propaganda eleitoral antecipada? Esperamos este alento e tomara que se torne realidade. O Pará agradece. Vereadores, se informem, penetrem nos debates, se esforcem por nossa cidade...

Marcos Issa/Bloomberg News 

 Ferrovia: a ferrovia estadual deverá ser uma concessão privada

Da REUTERS
São Paulo - Investidores estrangeiros planejam a construção de uma ferrovia de 1,2 mil quilômetros no Pará e de um grande porto no nordeste do Estado para escoar minerais e produtos agrícolas, em uma obra de 16 bilhões de reais, disseram nesta segunda-feira o governo estadual e a empresa responsável pelo projeto.

A ferrovia estadual, que deverá ser uma concessão privada, seguiria um traçado paralelo ao trecho norte nunca finalizado da Ferrovia Norte-Sul, de concessão federal.

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedeme) concedeu à Pavan Engenharia, de São Paulo, autorização para realizar estudos preparatórios que demonstrem a viabilidade da ferrovia ligando sul e sudeste do Pará até o litoral nordeste do Estado, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira.

A futura estrada de ferro, já batizada de Fepasa, deverá ligar áreas de extração de minerais e de produção agrícola a um porto a ser construído no município de Colares, ao norte de Belém, passando pelo porto de Vila do Conde, em Barcarena.

Os investimentos privados previstos para a ferrovia são de 8 bilhões de reais, mais 6 bilhões para o porto e outros 2 bilhões para a construção de um condomínio industrial próximo ao porto.

"Tem já investidores chineses interessados, alemães, porque está todo mundo atrás de infraestrutura", disse à Reuters Renato Pavan, diretor da Pavan Engenharia, responsável pelos estudos e contato com investidores.

A região de Colares foi escolhida porque tem calado natural profundo, permitindo a atracação de navios de grande porte que atualmente não conseguem acessar terminais em Santos (SP) e Paranaguá (PR), por exemplo.

"Quando a ferrovia paraense estiver pronta, ela poderá se ligar à ferrovia Norte-Sul, como acontece no Paraná, onde a ferrovia estadual se liga com a federal. Uma pode complementar a outra", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico Adnan Demachki, em nota.

Segundo o governo do Estado, a expectativa é que já no primeiro ano de funcionamento da ferrovia a demanda será de quase 30 milhões de toneladas, principalmente minérios e grãos, com o volume subindo para 48 milhões de toneladas anuais em cinco anos.

Segundo Pavan, uma das minas a serem viabilizadas com a ferrovia, no município de Redenção, será capaz de produzir 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, com teor elevado de ferro (67 por cento).

"A ferrovia viabilizaria a exploração de minas de ferro, níquel e cobre no sul do Pará, que hoje não estão sendo exploradas por falta de logística, como também viabilizaria, através de ramais, as operações de outros empreendimentos, como é o caso da Votorantim Metais, que possui projeto pronto para instalação em Rondon do Pará", disse o secretário.

Após a conclusão dos estudos, deverá ser aberta uma licitação pública para a concessão da ferrovia, segundo o governo estadual.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Direito e as grandes escolas do mundo



Tudo o que você precisa saber para estudar Direito no exterior

 Entenda o que siglas como J.D., LL.B., LL.M., LSAT e BCL significam. Para quem quer ir além, Fundação Estudar realiza conferência da área de Direito

Por Beatriz Correa
J.D., LL.B., LL.M., LSAT, BCL…Ufa! Se você pensa em estudar Direito no exterior com certeza já se deparou com alguma dessas siglas. Mas o que elas significam? Graduação, pós ou mestrado? O que é mais indicado para o seu caso? Se você têm dúvidas, saiba que não está sozinho. Essa sopa de letrinhas confunde muita gente mesmo.





Primeiro, é preciso entender a diferença entre os tipos de formação. No Brasil, Direito é uma graduação. Lá fora, nem sempre. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Direito é uma espécie de pós-graduação. Para advogar você precisa passar no exame da ordem: o Bar Exam. Ao contráriodo que acontece com o exame da OAB no Brasil, o Bar não é federal: varia de estado para estado e você só fica apto a exercer advocacia no estado em que prestou a prova. O mais procurado por estrangeiros que buscam uma carreira internacional é o de Nova York. Mas não é qualquer bacharel em direito que pode fazer o exame. Você precisa estar qualificado. Para chegar lá, existem dois caminhos.

Para quem tem o J.D., o LL.M corresponde ao quarto ano de Direito no Brasil

Fazer graduação em Direito nos EUA
Se você optar por começar a vida acadêmica por lá, precisa fazer os quatro anos de college e depois aplicar para a Law School. Eis a nossa primeira sigla: o LSAT – Legal Scholastic Aptitude Test. Trata-se do teste de aptidão aplicado aos estudantes que, tendo terminado a faculdade, se candidatam ao curso de Direito. Nas escolas de renome, esse teste corresponde a até metade da nota. O restante leva em conta o GPA (Graduate Point Averages). Ou seja, a média das notas que você obtevena graduação. Superado esse processo seletivo, são pelo menos mais três anos para obter o J.D. (juris doctor) e um ano para conseguir o LL.M (master of laws). “Para quem tem o J.D., o LL.M corresponde ao quarto ano de Direito no Brasil”, explica Claudio Rechden, professor brasileiro que hoje leciona na Universidade Georgetown, em Washington.

Já fiz Direito no Brasil. E agora?
Calma, você não precisa passar por toda essa via crucis. Com um diploma de bacharel em Direito você pode aplicar para um LL.M nos EUA (veja aqui o passo a passo) Ao contrário do J.D., você não precisa prestar o LSAT, apenas realizar um teste de proficiência de inglês (TOEFL). Com um LL.M em mãos você pode (agora sim!) prestar o Bar. Na teoria, a aprovação no exame lhe permitirá exercer advocacia nos EUA. Na prática, o cenário é um pouco diferente. “Desde 2008, o mercado está difícil para advogados americanos, e ainda mais para os estrangeiros. Tem muito advogado que vem, faz o LL.M., e volta para seu escritório no Brasil”, explica Claudio (saiba mais aqui).

E no resto do mundo?
Na Europa – onde o ensino superior funciona mais ou menos como no Brasil –  Direito é um curso de graduação. Você começa logo após o ensino médio.

No Reino Unido, onde estão as universidades mais renomadas, existem dois tipos de advogados: solicitor e barrister. “Se a gente fizer uma comparação com a medicina, é como se o solicitor fosse o clínico geral e o barrister o cirurgião. Você vai no solicitor para ele dizer o que você tem e, se for o caso, te indicar um barrister”, explica Renato Moraes, bolsista da Fundação Estudar e mestre em Direito pela Universidade Cambridge.

Funciona assim: quem começa a vida acadêmica em solo britânico faz um LL.B. (bachelor of laws) por três anos. Então, presta o exame da ordem (o Bar, lembram dele?) para ganhar o título de solicitor. Com mais um ano de estudo, é possível completar o LL.M. Se passar em outro exame da ordem, o advogado ganha status de barrister. Na verdade, não é necessário ser bacharel em Direito para prestar nenhum nenhum dos dois exames do Bar (você pode ter outra graduação), mas esse é o caminho mais óbvio.

As nomenclaturas podem mudar de acordo com a universidade. Oxford, por exemplo, tem dois tipos de mestrado: B.C.L. (bachelor of laws) e MJur (magister jurister).

Existe um processo administrativo de validação do diploma. O LL.M. é reconhecido como mestrado em qualquer lugar dos Estados Unidos e da Europa. Mas, aqui no Brasil, os professores questionam a ausência de defesa da sua tese

Onde estudar?
Estados Unidos e Reino Unido concentram as melhores universidades de Direito do mundo, segundo o ranking da Quacquarelli Symonds. O levantamento leva em conta a opinião de acadêmicos e de empregadores. No topo da lista, estão:

Harvard (EUA)
Cambridge (UK)
Oxford (UK)
Yale (EUA)
NYU (EUA)

Mas e agora, o que fazer?
Tudo vai depender da sua intenção. Advogar lá fora? Voltar ao Brasil? Trabalhar com Direito Internacional?  Se você ainda está cursando Direito no Brasil, uma boa opção pode ser a graduação sanduíche, para cursar um ou dois semestres lá fora. No Brasil, várias universidades oferecem essa possibilidade. A Faculdade de Direito da USP, por exemplo, tem programas deste tipo na Itália, Alemanha, Espanha, França, Portugal e até no Japão.

Se você já é formado e quer dar um upgrade no currículo, pode optar por fazer um mestrado lá fora. É o caso do Renato, que fez um LL.M. em Cambridge, no Reino Unido. Ele alerta: “em termos de conteúdo, é muito mais acadêmico que profissional”.

O advogado explica que o curso, com duração de um ano, nem sempre é reconhecido como mestrado no Brasil. “Existe um processo administrativo de validação do diploma. O LL.M. é reconhecido como mestrado em qualquer lugar dos Estados Unidos e da Europa. Mas, aqui no Brasil, os professores questionam a ausência de defesa da sua tese. Lá, você entrega o seu trabalho e ele é devolvido corrigido. Você não tem que defendê-lo diante de uma banca, como acontece aqui”, explica.

Renato ressalta que o LL.M tem peso no currículo e é bastante reconhecido pelo mercado. No entanto, em termos acadêmicos, validar o diploma é difícil. Ele mesmo acabou fazendo outro mestrado, aqui no Brasil, para encurtar o caminho para o doutorado.

Já se o seu objetivo é trabalhar lá fora, tanto faz fazer a graduação, pós ou mestrado no exterior, contanto que você obtenha todos os créditos e passe no exame da ordem.

Quer se destacar na área de Direito? Participe da Ene Jurídica! 
A Fundação Estudar realiza no dia 26 de outubro, em São Paulo, sua primeira conferência de carreiras direcionada para a área de Direito. Chamada de Ene Jurídica, a conferência reunirá 250 jovens talentos de todo Brasil em busca de oportunidades de estágio ou emprego. E você pode ser um deles! Para isso, precisa se inscrever até o dia 4 de outubro pelo site Na Prática, o portal de carreiras da Fundação Estudar. Podem se candidatar estudantes de Direito e profissionais com, no máximo, cinco anos de formação. A participação é gratuita.


sábado, 26 de março de 2016

Esta violencia precisa cessar.



Campeão de assassinatos, Brasil perde mais da metade dos seus jovens a cada ano-Atlas da Violência 2016

Publicado há 4 dias - em 22 de março de 2016 » Atualizado às 16:59
Categoria » Violência contra Mulher · Violência Racial e Policial






Mais de 10% dos assassinatos que acontecem anualmente no planeta são registrados exclusivamente no Brasil, que detém o título mundial de homicídios. É uma das conclusões do Atlas da Violência 2016, cujos dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (22), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Por Thiago de Araújo Do Brasil Post




Tomando por base os números oficiais de 2014, o documento aponta que 59.627 homicídios foram registrados no Brasil, o que torna o País o mais letal do mundo em número absolutos. A taxa de assassinatos aqui – 29,1 homicídios por 100 mil habitantes – é quase três vezes maior daquela que a Organização das Nações Unidas (ONU) classifica como ‘epidêmica’ (superior a 10 homicídios por 100 mil habitantes).

O levantamento – que se divide entre mortes em decorrência do uso de armas de fogo, violência policial, homicídios de afrodescendentes, mulheres e jovens –apresenta outro fato preocupante: sem em cidades brasileiras mais populosas se registraram as maiores quedas no número de assassinatos, nos municípios menores o índice subiu. Exemplificando, enquanto São Paulo teve uma queda de 65% entre 2004 e 2014, em Senhor do Bonfim (BA) o aumento de homicídios foi de 1.136%.

De acordo com os pesquisadores, o País vive uma “tragédia” com tamanho aumento da violência, distinta de dados já altos apurados entre 2004 e 2007 (de 48 mil a 50 mil homicídios) e de 2008 a 2011 (de 50 mil a 53 mil assassinatos). Tamanha violência causa reflexões para a diversas áreas sociais, como a saúde, e consolidam dinâmicas já conhecidas, como o fato de que homens jovens, em sua maioria negros, como as principais vítimas.

O Atlas da Violência 2016 mostra que aumentou em 18,2% a chance de um negro ser assassinado, ao passo que ocorreu uma redução de 14,6% na taxa de homicídios de pessoas brancas, amarelas e indígenas. No que chama de “questão da violência por raça” que “toma proporções inacreditáveis”, o estudo apresenta ainda um perfil etário dos que mais são vítimas de homicídio no Brasil.

Das mortes de homens na faixa etária de 15 a 29 anos, 46,4% são ocasionadas por homicídios. A situação fica ainda mais grave na análise dos assassinatos de homens com idade entre 15 e 19 anos: o indicador passa para 53%. Em 2014, para cada não negro que sofreu homicídio, 2,4 indivíduos negros foram mortos.

Considerando os assassinatos de mulheres em 2014, um total de 4.757 foram vítimas de mortes por agressão. O número equivale a 13 mulheres mortas por dia no País. Os três Estados com maiores taxas de letalidade contra as mulheres foram Roraima (9,5), Goiás (8,8) e Alagoas (7,3).

Aliás, entre os Estados a situação de Alagoas é a que mais preocupa, com taxa de 63 homicídios por 100 mil habitantes. No mesmo Estado há ainda a maior taxa de homicídio de negros (82,5), o que significa que, para cada não negro assassinado, outros 10,6 negros eram mortos. Na análise entre 2004 e 2014, seis Estados tiveram aumento no indicador acima de 100%, todos na Região Nordeste: Rio Grande do Norte (306%), Maranhão (209,4%), Ceará (166,5%), Bahia (132,6%), Paraíba (114,4%) e Sergipe (107,7%).

Já São Paulo é o Estado com maior redução na taxa de homicídios, com queda de 52,4% entre 2004 e 2014. Outros sete Estados apresentaram redução no indicador no mesmo intervalo: Rio de Janeiro (-33,3%), Pernambuco (-27,3%), Rondônia (-14,1%), Espírito Santo (-13,8%), Mato Grosso do Sul (-7,7%), Distrito Federal (-7,4%) e Paraná (-4,3%).

Armas de fogo
No que diz respeito aos homicídios por arma de fogo no Brasil há dois anos, eles respondem por 44.861 mortes, segundo o levantamento do Ipea e do FBSP. O indicador é bem superior aos 21%, que representam a média dos países europeus. A proporção caiu com a sanção do Estatuto do Desarmamento, em 2003, quando a taxa alcançou 77%, mas a violência letal com arma de fogo no Brasil atinge patamares comparáveis a poucos países da América Latina.

Em uma projeção sem a existência do estatuto, o estudo afirma que os homicídios seriam uma tragédia social ainda pior. A comparação mostra que, caso o estatuto não tivesse sido sancionado em 2003, em média, entre 2011 e 2013, seria de pelo menos77.889 homicídios no Brasil, ou 41% a mais de homicídios, em relação ao observado na pesquisa. É uma conclusão semelhante à já feita por outro estudo, o Mapa da Violência.

Por Estado, as mortes por arma de fogo no Brasil acontecem mais nos Estados das regiões Norte e Nordeste – o que seria agravado, caso não existisse o Estatuto do Desarmamento. O Atlas da Violência mostra que o total de mortes nessas regiões teria sido de 7.224 (Norte) e 29.757 (Nordeste).

Há ainda um trecho dedicado à letalidade policial, que aponta um quadro de subnotificação de ocorrência, comparando os dados colhidos pelo Atlas junto ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e os números apresentados pelo mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Enquanto o primeiro mostra apenas 681 mortes por intervenções policiais, o Anuário, utilizando dados coletados diretamente dos estados pela Lei de Acesso à Informação, apresenta 3.009 mortes decorrentes de intervenção policial – 2.669 delas causadas por policiais em serviço –, ou seja, há uma diferença de 1.988 mortes, sem considerar a subnotificação também existente nos registros dos Estados.

Os três Estados nos quais a polícia mais mata, de acordo com o Atlas são Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. No SIM, os números são, respectivamente, 245, 225 e 97 registros de mortes por intervenção policial. Já pelo Anuário, os dados saltam para 584, 965 e 278, respectivamente.